A Era do conhecimento: “Culturas de Conhecimento”



Caros colegas e leitores do blog Inteligência estratégica, quero compartilhar com vocês, através das minhas palavras, a visão futurística que tenho sobre a evolução natural da Gestão do Conhecimento nas empresas, fruto de uma leitura que fiz neste final de semana de uma matéria chamada: “Um modelo de inteligência organizacional”, da revista “Alta Gerência”. Espero que gostem e opinem a respeito!


Já vivemos a um bom tempo nas organizações o que chamamos de a “Era da Informação”, onde dados, registros e diversas técnicas e tecnologias são utilizados para compor ingredientes que fazem parte do processo estratégico de crescimento e lucratividade das empresas, capaz de melhorar e qualificar produtos, ampliar resultados e satisfazer clientes. Seguindo o caminho natural da evolução, a era da informação entrou em uma nova fase que compreendemos como a “Era do Conhecimento”, que podemos considerar como uma continuação dos esforços empreendidos para melhorar processos, gerenciar e aplicar de forma lucrativa o conhecimento e reduzir riscos que podem comprometer o futuro da organização, compreendendo melhor o que o mercado demanda através do bom uso do capital intelectual humano. Sem esquecermo-nos claro dos esforços que captamos para aplicar neste contexto o item “sustentabilidade”, corroborando para redução de despesas e para um planeta mais saudável!

O que nós podemos explorar agora, como uma organização provedora de informação, é o conceito que vem sendo chamado de “Culturas de Conhecimento”, que na verdade representa uma nova quebra de paradigma, uma nova mudança de hábito, onde o foco passa a ser o “trabalho com o pensamento”. É necessário compreendermos na prática diferenciações que antes consideradas puramente acadêmicas, distinguindo dados de informações, conhecimento e sabedoria. Coisas que devem ser trabalhadas em conjunto e exploradas de forma racional e factível, reconhecendo e executando o significado deste novo modelo como força propulsora do sucesso organizacional. Assim como aconteceu em outras mudanças de estratégias e comportamento, essa nova forma de agir e pensar também é complexa, mas explicitamente recompensadora!

O termo “Culturas de conhecimento” é um conceito emergente que traz em seu núcleo a proposição cultural compartilhada e nutrida de forma exponencial e sistêmica, ampliando uma nova dimensão no pensamento estratégico e organizacional. Algo mais profundo que a expressão “gestão do conhecimento” traz em seu contexto. O que se propõe é que deveríamos é gerenciar as circunstâncias em que o conhecimento pode prosperar.

“A idéia de gerenciar o conhecimento está ultrapassada. A ordem agora é nutrir culturas de conhecimento”. (Karl Albrecht)

Para instituir este novo modelo do conhecimento como ativo competitivo nas empresas é necessário fazer importantes mudanças na forma de agir e pensar, onde talvez a ação principal é reparar um gap de inteligência que ainda existe e tornar cada vez mais explícito a necessidade de atrair e reter pessoal de grande capacidade intelectual. Já é fato que o sucesso da maioria das organizações depende da capacidade intelectual de seus trabalhadores, pois são eles os talentos capazes de planejar, projetar, organizar, liderar, gerir, analisar, decidir, inovar, ensinar, aconselhar e assim por diante.

Segundo o grande guru da administração e inteligência organizacional, Karl Albrecht, executivos e líderes empresariais têm diante de si uma grande oportunidade, em plena era do conhecimento, de adotar este novo desafio como uma estratégia completamente diferente dos modelos tradicionais e engajar-se de forma criativa na oportunidade que acontece raramente de criar todo um novo paradigma de sucesso organizacional, enxergando nele a oportunidade de criar e sustentar culturas de conhecimento, semeando uma nova gama de estratégias, pontos de vista, prioridades e princípios de liderança.

Grande abraço e até a próxima!

Flavio Roberto Silva Santarelli


Formado em Sistemas de Informação e MBA em Gestão de Projetos. Atualmente trabalha na área de Desenvolvimento de Sistemas junto à gerência de sistemas internos, colaborando e atuando no desenvolvimento e melhorias de diversos sistemas. Professor universitário para cursos de graduação e pós-graduação na Anhanguera Educacional.
"Sou motivado pela paixão que tenho sobre educação, tecnologia e Gestão de Projetos e estou aqui na Prodesp para colaborar com o processo de crescimento e contribuir para a eficiência do setor público!"

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