A hora de buscar novas oportunidades


Você recebeu uma nova proposta de trabalho. E agora, o que fazer? Será que chegou a hora de mudar de emprego?
Para Rodolfo de Oliveria Estece, consultor da BRM Associados, Divisão de Recrutamento e Seleção, a primeira coisa a ser avaliada diz respeito às perpectivas futuras. "Deve ser levada em consideração a ascensão profissional. Se a empresa atual lhe oferecer isto e você tem menos de cinco anos de casa, ainda não está na hora de mudar."
Hoje em dia, profissionais que ocupam cargos de chefia permanecem em média cinco anos no mesmo cargo. Além disso, saltar de emprego em emprego pode fazer um estrago no currículo, além de contribuir para diminuir o poder de negociação salarial no futuro. "Você acaba perdendo a credibilidade. Demonstra que qualquer proposta irá fazê-lo desistir do projeto atual", explica Rodolfo.
Outro fator que deve ser avaliado são as condições apresentadas pela nova empregadora, pois nem sempre aumento salarial significa oportunidades de crescimento. Hoje, os mercados de telecomunicações e business são os grandes empregadores. Por isso, é preciso sempre analisar se a mudança para um segmento não muito aquecido não é arriscada.
Mas se a proposta implicar a mudança de cidade ou estado é melhor pensar bem antes de dizer sim. Muitas pessoas esquecem de colocar na ponta da caneta os contras de um emprego fora de sua praça, avaliando apenas a questão salarial. "Os profissionais não contam com o custo de vida. Se você tiver um aumento de 50%, mas seus gastos com escola, transporte e alimentação aumentarem na mesma proporção, qual são as vantagens do
novo emprego?", questiona Rodolfo.
Por isto, estudar todos os benefícios é um primeiro passo antes de dizer adeus ao seu chefe. O profissional também não deve esquecer que se a renda mensal da família for composta pelo salário da esposa, com a mudança não pode-se mais contar com este dinheiro. Além disso, a família precisará de um tempo para se adaptar à nova cidade.
Se o salário compensar e a proposta for desafiante, não há o que pensar, é só arrumar as malas e pôr o pé na estrada. Afinal de contas, viver fora é uma experiência também enriquecedora, tanto do ponto de vista pessoal como do cultural.
"Ficar mais de dez anos em uma mesma organização por receio de enfrentar novos obstáculos também é prejudicial. Com isso você só prova que não teve progresso profissional", conclui o consultor da BRM.
Fonte:http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/ge/busca/preparese/hora_de_buscar.shtm

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