Eu estava lá, com meu manto tricolor. Se você é tricolor, sabe o que eu senti. Se não é, pode estar dando uma risadinha. E, por ela, obrigado. Há muito tempo eu não sentia na pele o que senti naquela fatídica quarta-feira. Tive dificuldades graves para comprar o ingresso (aliás, uma vergonha o que fizeram com a torcida), saí de casa, senti frio, tive os desconfortos do caminho e da demora. Resumindo, fiz minha parte, meu esforço. E depois de um jogo longo e emocionalmente traumatizante, perdemos. Senti um gosto familiar na boca: perder. Aquela sensação de oportunidade desperdiçada, aquele desespero de imaginar quando ocorrerá outra chance de fazer a mesma coisa que não foi feita agora, ou chance ao menos parecida; quanto vai custar para ela aparecer, esperar e pagar o preço alto de chegar até uma final. Pior, além do gosto amargo de chegar tão perto e não levar, a certeza de que, no dia seguinte, todos os olhares, risinhos e ironias estarão voltados para você dizendo: você não ...